“Maiores empresas portuguesas tentam implantar soluções simples de Big Data”

As organizações estão a procurar perceber melhor o conceito, segundo o director-geral da Qlik, Rodrigo Valle.

Rodrigo_Valle_Qlik

O grau de conhecimento dos executivos de topo nas maiores empresas portuguesas sobre Big Data está a levar as organizações a optarem por soluções simples, considera o director-geral da Qlik em entrevista ao Computerworld. Para Rodrigo Valle, procuram perceber melhor o conceito e obter já alguns resultados.

O fabricante mantém-se focado na facilidade de visualização de dados e na autonomia da descoberta de dados, como características cruciais das suas aplicações de BI. E não teve o surgimento de soluções assentes em tecnologia open source, apostando num TCO menor.

Computerworld ‒ Como correu o ano de 2014 para a Qlik em Portugal? Que objectivos foram atingidos e quais ficaram por atingir?

Rodrigo Valle ‒ Tivemos um ano muito em linha com 2013, em que tivemos muitos pedidos para soluções de BI com rápida operacionalização e “quick wins”. Atingimos os objectivos de alargar o alcance do QlikView 11 a mais sectores e crescer nos que já operávamos, e de apresentar com relevância a nossa nova plataforma de BI, o Qlik Sense, que teve até uma receptividade acima do que esperávamos no mercado português. Por atingir, não tivemos nenhum objectivo em falta, porque a Qlik apesar de ser uma empresa ambiciosa analisa muito bem a realidade de cada mercado.

CW ‒ Quais são os objectivos e prioridades da empresa para 2015, no mercado português?

RV ‒ Este ano, com a chegada do Qlik Sense, queremos alargar a utilização do BI em Portugal de duas formas: permitindo uma utilização mais ampla dentro das empresas que já o usam – fazendo-o chegar a mais pessoas que têm que tomar decisões relevantes, e não apenas à decisão de topo – e chegando aos mercados onde não se usa BI e onde este pode trazer grande valor acrescentado, ao valorizar a diferença do “self-service data discovery” que agora introduzimos no mercado.

Ao mesmo tempo, queremos continuar a apoiar a utilização do QlikView 11 nos clientes actuais.

É um ano de objectivos ambiciosos para Portugal e para o mundo, face à nova era de BI que iniciámos no final de 2014.

CW ‒ Considerando as vossas previsões globais para o segmento de BI em 2015, as empresas portuguesas também estão a adiar projectos de Big Data? Que tipo de concorrência enfrentam hoje no mercado português?

RV ‒ As maiores empresas portuguesas estão a procurar entender melhor esta questão do Big Data e a tentar implantar soluções simples que consigam tirar já algum proveito desta realidade. No entanto, os grandes projectos de Big Data estão ainda a ser adiados, por um lado, pelo maior entendimento do assunto [exigido] ao executivo C-level e, por outro, pelo investimento e tempo necessário.

Quanto à concorrência, o mercado é dinâmico mas as nossas soluções têm a vantagem de oferecer resultados rapidamente e a curva de aprendizagem ser mínima, seja para empresas com ou sem conhecimento de BI.

Igualmente, temos parceiros locais altamente competentes que nos acrescentam ainda mais valências diferenciadoras face à concorrência.

CW ‒ Como é que a Qlik tenciona enfrentar o avanço do software open source (e empresas nele baseadas), no mercado de BI e analítica, usando tecnologias como Hadoop?

RV ‒ Num projecto, o licenciamento costuma representar uma fatia de custos menor que os serviços, e aqui a simplicidade da nossa tecnologia e rapidez de desenvolvimento acaba normalmente por provar um melhor Total Cost Ownership (TCO). Só assim conseguimos continuar a investir no futuro e a dar um suporte de excelência aos nossos clientes.

Recordo que a própria Qlik também disponibiliza uma versão gratuita (Personal Edition) do QlikView e Qlik Sense, disponível no nosso site. Além disso, suportamos a integração com tecnologias como Hadoop, permitindo aos clientes cruzarem todas as suas fontes de dados para uma visão holística do seu negócio.

CW ‒ Quais são normalmente os desafios de implantação da vossa tecnologia e como são resolvidos?

RV ‒ Os maiores desafios são aqueles típicos dos projectos de BI: o cliente ter bem claro quais os problemas que vai abordar, definir os utilizadores mais adequados para terem acesso a estas ferramentas, e os sistemas que pretende incluir como fonte de dados.

A simplicidade da nossa tecnologia facilita bastante a adopção por parte dos utilizadores, mas a gestão da mudança é crítica e pode comprometer todo o projecto se não tiver sucesso. A multiplicidade de sistemas fonte acaba por ser uma realidade comum, e este até é um dos pontos mais fortes e diferenciadores da nossa tecnologia associativa “in-memory”, pelo que não traz propriamente um desafio adicional.

CW ‒ Que mudanças prevê no papel dos parceiros integradores no vosso negócio? Toda a vossa facturação é realizada através deles?

RV ‒ A relação estará mais nos 60/40 (parceiros/negócio directo), mas os parceiros são sem dúvida a extensão da Qlik que nos ajuda a chegar a regiões e mercados onde directamente não chegamos, e nos aportam a sua “expertise” e conhecimento em determinados temas e sectores.

A mudança passa por reforçar ainda mais o nosso programa de parceiros Qonnect, à semelhança do que fizemos o ano passado com a adição de serviços específicos como o Qoncierge, um serviço em que os parceiros podem colocar questões específicas de negócio. Focamo-nos sempre num apoio sobre três eixos – capacitação, mercado e vendas.

Estamos sempre à procura de empresas que queiram ser nossas parceiras, sobretudo que tragam a sua “expertise” e nos ajudem a atingir segmentos e mercado que não atingimos ainda directamente.

CW ‒ Que elementos definem a estratégia tecnológica na evolução do vosso produto? Quais serão as principais áreas de incidência de I&D, a curto prazo?

RV ‒ A nossa maior aposta passa por dois conceitos chave. Um grande investimento na área da visualização dos dados, em que tornamos ainda muito mais simples, apelativa e intuitiva a criação de formas diferentes de visualização dos dados. É a grande aposta que trazemos com o Qlik Sense.

E o “self-service data discovery” na sua verdadeira essência, isto é, permitir a qualquer utilizador uma exploração dos dados não condicionada mas sempre sobre a mesma verdade coerente para todos, independentemente do interface que utilize (tablet, desktop, smartphone, laptop, outras), exigindo uma intervenção mínima do departamento de TI, mas oferecendo elevadas capacidades de governo e segurança de todo o ambiente.

 

Fonte: http://bit.ly/1AtWGCg

Saiba mais em: http://bit.ly/17gng4f

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